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'SUPERAÇÃO E VIDA'

Caminhada dos Ostomizados no Parque do Utinga combate tabus e preconceitos

Alusivo ao Dia Nacional dos Ostomizados, o evento foi organizado pela equipe do Serviço de Atenção à Pessoa Estomizada, mantido pela Sespa

Por Governo do Pará (SECOM)
19/11/2022 13h46

A I Caminhada dos Ostomizados foi realizada na manhã deste sábado (19), no Parque Estadual do Utinga, em Belém. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) com o objetivo de levar conhecimento e incentivar o respeito à comunidade ostomizada.

A ostomia, ou estomia de eliminação, é um procedimento cirúrgico realizado para construir um novo trajeto para eliminação de urina e fezes. Geralmente, é realizado depois de condições traumáticas ou patológicas, como perfurações no abdômen e doenças no intestino, no reto e na bexiga, que podem gerar a necessidade do procedimento para preservação da vida.Participantes da primeira caminhada aprovaram a iniciativa da Sespa

A programação foi realizada em alusão ao Dia Nacional dos Ostomizados - 16 de Novembro. A caminhada foi organizada pela equipe do Serviço de Atenção À Pessoa Estomizada (Sape), ligado ao 1º Centro Regional de Saúde da Sespa. O Sape é referência no Estado para esses pacientes. Atualmente, o Serviço atende mais de 3 mil pessoas no Pará, funcionando na Unidade de Referência da Avenida Presidente Vargas, centro da capital.

Símbolo de vitória - Participante da caminhada, a enfermeira Francisca Santino, coordenadora do Sape, destacou a adesão dos pacientes. “A estomia é um símbolo de vitória, de superação. Fiquei muito feliz de ver as pessoas participando, demonstrando que a estomia não significa limitações físicas ou de qualquer tipo. Foi uma excelente oportunidade de reunir toda a nossa equipe multiprofissional com esses pacientes em um momento de muita alegria e descontração”, declarou. A equipe do Sape conta com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e técnicos em Enfermagem.

Participaram da caminhada cerca de 100 pessoas, entre profissionais do Sape, ostomizados e seus familiares. Entre os participantes estavam Leandro e Rafaela Barradas, que acompanhavam a filha, Yasmin, 5 anos, e há quatro paciente ostomizada. Leandro falou sobre a importância da caminhada e do tratamento oferecido à filha. “Por tratar-se de algo muitas vezes invisível, a realidade da vida de um ostomizado passa despercebida pelas outras pessoas. É uma condição de saúde como outra qualquer, que precisa de atenção e atendimento de qualidade. Somos muito felizes com o serviço oferecido pelo Estado. É muito importante esse tipo de evento, para dar voz e rosto para essas pessoas. Foi uma excelente oportunidade que tivemos de conhecer outras pessoas que convivem com ostomia, novas experiências e troca de conhecimentos sobre o assunto”, afirmou.

Sem preconceito - Outra paciente ostomizada na caminhada foi Antônia Silva, que há 13 anos convive com a bolsa coletora. Além de elogiar o acolhimento do serviço, disser ter ficado feliz com a mobilização. “Espero que esse evento tenha servido principalmente para mais pessoas aprenderem sobre a ostomia e procurarem saber sobre a realidade da vida de um ostomizado. Torço para que a ostomia não seja mais um tabu, e que outras pessoas não passem pelo preconceito que passei no início do meu tratamento”, disse Antônia.

Além da caminhada, a Sespa promoveu nesta semana uma exposição de fotos de pessoas com o tema “Estoma não me limita: Ostomia, superação e vida”. Os ensaios fotográficos mostram pessoas ostomizadas, enfatizando que é possível ter uma vida sem limitações por causa da estomia. O trabalho foi exposto em universidades de Belém.

Texto: Edilson Teixeira - Ascom/Sespa

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