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Regional de Santarém faz cirurgias de lábio leporino e fenda palatina e transforma a vida de 144 pessoas

Unidade hospitalar investe em técnicas que garantem uma vida melhor para crianças e adultos, a partir da possibilidade da fala normal, por exemplo

Por Ascom (Ascom)
17/07/2023 09h19


Há um ano, a unidade iniciava a habilitação e o atendimento a pessoas que apresentam lábio leporino e fenda de palatina. No Brasil, estima-se que a malformação afeta uma criança em cada 650 nascimentos, segundo o Ministério da Saúde.

Durante o pré-natal, os exames de Fabrícia Bezerra não apontavam para uma má formação no rosto do Estevão. Foi na hora do parto que o diagnóstico chegou: o menino tinha lábio leporino e fenda palatina. “Eu não sabia que ele tinha essa condição, não vimos nos exames de ultrassons e no dia que vimos ele, no nascimento, foi um susto”, lembra. 

Com o avanço da medicina, o problema do bebê podia ser revertido por meio de cirurgia e a descentralização do serviço de saúde pública no Pará fez com que a família não precisasse ir até a capital, Belém, para ter assistência necessária e especializada. 

Desde a descoberta da fissura lábio leporina, buscaram a Casa da Criança, local de referência para os primeiros atendimentos em Santarém. A partir daí, passaram a ter acompanhamento com otorrino, cirurgião plástico, pediatra, fonoaudiólogo, psicólogo e equipe de enfermagem. Até que foram encaminhados para o ambulatório do Hospital Regional do Baixo Amazonas, referência em cirurgia de lábio leporino.  

Aos sete meses de vida, Estevão entrou no bloco cirúrgico para o primeiro procedimento de correção. “Quando o Hospital Regional nos chamou para a correção do lábio foi um alívio. A minha palavra é gratidão. Eu olho para ele e o vejo com os lábios perfeitos agora, podendo comer direito. Isso deixa a nossa família muito feliz”, comemora Fabrícia.

Lucas Arantes, cirurgião plástico do HRBA, foi quem realizou a Labioplastia Unilateral em Estevão. Segundo o especialista, o procedimento foi feito no tempo ideal de vida. “Agora, ele vai poder crescer desenvolvendo as habilidades certas ao comer e ao falar, ou seja, seguindo a vida como uma pessoa normal”, pontua.

Dados - Estevão Bezerra é um dos 144 pacientes que passaram pelo processo cirúrgico no HRBA no período de julho de 2022 a junho de 2023. 

Neste um ano de habilitação do serviço, o Regional de Santarém festeja os avanços conquistados. A técnica adotada transformou a vida de muitas crianças e adultos que tinham a esperança de uma vida melhor, com possibilidade de fala normal, melhoria na deglutição do alimento e impacto positivo na autoestima.

De acordo com Jocivan Pedroso, otorrino responsável pelo serviço no Hospital, é um grande ganho para Santarém e região a oferta de cirurgias desse tipo, mensalmente, no Regional. “Vale dizer que atualmente não existe fila de espera e o sucesso do procedimento acontece com envolvimento de vários especialistas no tratamento antes, durante e pós-cirúrgico, como, por exemplo, o fonoaudiólogo, o dentista, o psicólogo; profissionais indispensáveis no pós”, destaca. 

De janeiro a junho desse ano, o ambulatório do HRBA realizou 133 consultas. Dessas, 80% foram com crianças. No Brasil, estima-se que a malformação afeta uma criança em cada 650 nascimentos, segundo o Ministério da Saúde.

Tratamento:O lábio leporino é o nome popular para a fissura labial e/ou fenda palatina. Também chamada de goela de lobo, é uma má-formação que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. O lábio leporino pode ser percebido já nas primeiras horas de vida do filho ou mesmo no exame de ultrassom.

Jocivam Pedroso, médico otorrinolaringologista, explica que a fissura labial é a separação do lábio superior, abaixo do nariz, e a fenda palatina é caracterizada por uma abertura na parte superior do céu da boca, adentrando o nariz. “Em geral, as duas condições acontecem juntas, por isso entende-se o termo lábio leporino. E não há apenas uma causa para a ocorrência da fissura. A gente percebe que a maioria nasce por uma condição hereditária. Na nossa região, pode estar ligado também a uma carência nutricional mesmo, como: anemia, ferro, que pode gerar a deformidade”, ensina.

De acordo com o cirurgião plástico, a cirurgia do palato é feita quando a criança está entre 1 ano e 1 ano e meio de idade e, com isso, corrige praticamente todo o problema. “Após o procedimento, ele vai crescer com o lábio e palato íntegros para desenvolver uma fala normal. Depois, vamos ver se há necessidade de outras cirurgias. Aos 7 anos, é feito um enxerto ósseo para colocar o dente e depois o implante dentário. Aos 18 anos, é feito uma rinoplastia definitiva”, detalha.

Referência - O serviço funciona em parceria com o Governo do Estado e a prefeitura de Santarém, por meio da Casa da Criança e do HRBA, unidade de saúde que pertence ao Governo do Estado e é administrada pelo Instituto Social Mais Saúde.

Texto da Ascom HRBA 

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