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Hospital Octávio Lobo lança projeto 'Mãos Arteiras'

Iniciativa visa melhor acolher mães dos pacientes assistidos na unidade

Por Leila Cruz (HOL)
28/01/2024 08h00

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) lançou nesta semana o projeto "Mãos Arteiras", desenvolvido no hospital em parceria com os voluntários do Projeto Sorriso Aberto da Capelania Hospitalar da Igreja Angelim, o qual ensina um artesanato sustentável.

Emocionada com a oportunidade, Francisca Santos, 32 anos, trabalhou com a matéria-prima necessária para fazer um porta objetos. A habilidade em trabalhar com as mãos e a criatividade inerentes ao artesão mostraram a familiaridade com a atividade realizada no ateliê do hospital, o GAIA (abreviação para Gerar Amor, Ideias e Arte). A prática ensina a manusear as embalagens de produtos usados no ambiente doméstico de formas que elas se transformam em matéria-prima que são utilizadas para a criação de utensílios para o dia a dia como bijuterias e artigos de decoração.

Francisca veio do município de Garrafão do Norte, nordeste paraense e, está há cinco meses em Belém, acompanhando o filho Elias, 9 anos, que está em tratamento no hospital. Ela conta para estar ao lado do filho, ela precisou deixar pra trás o trabalho como professora de reforço e o hobby pelo artesanato. E segundo ela, receber o convite para participar da oficina inaugural do projeto "Mãos Arteiras" a deixou entusiasmada. 

"Trabalhar com artesanato é uma terapia, ajuda com o nosso psicológico enquanto aprendemos a fazer coisas novas. Um alento em meio aos momentos de tensão causados pelo adoecimento do meu filho e tantos dias longe de casa", conta ela ao revelar que a prática do artesanato era o que ela fazia nos seus tempos livres. "Eu recebia encomendas para fazer bonecos de EVA, coisas para a escola e para igreja que eu frequentava. Seria bom se o Elias pudesse vir, mas ele fica muito agitado por causa da condição dele e preferiu ficar na enfermaria. Fiz uma porta treco, se eu tivesse na minha sala de aula, encheria de pincéis, canetas e lápis", disse.

A atividade manual é direcionada para as mães das crianças e adolescentes internadas na unidade hospitalar. A ideia é promover um momento de entretenimento, socialização e uma fonte de renda extra para essas mulheres que, muitas vezes, escondem as próprias emoções para exercerem o papel de cuidadoras e de alicerce dos filhos.

"Consideramos este projeto um avanço importante no acolhimento dessas mães, muitas delas precisam deixar sua rotina, o trabalho, para se dedicarem exclusivamente a esse cuidado no ambiente hospitalar.  Aqui temos um espaço de integração e socialização para amenizar a rotina, distrair  e relaxar a mente.  Os filhos também se encantam e querem ajudá-las  na  confecção dos objetos", afirmou Bruna Dias, brinquedista da humanização.

Apesar do mal-estar que sentiu antes da oficina, Adriana Silva, 41 anos, moradora da Vila dos Cabanos, localizada no município de Barcarena, fez questão de participar da atividade ao lado do filho Marcelo. "Meu filho estava estressado, então viemos nos distrair e aprender a fazer algo diferente e prazeroso. Juntos fizemos uma fruteira e um porta caneta, foi muito divertido", contou.

Ana Wanzeler, coordenadora do projeto de voluntariado pela instituição religiosa, explica que a oficina de artesanato sustentável será desenvolvida uma vez no mês com a reutilização de produtos produzidos em grande escala. "Serão reaproveitados diferentes materiais como plástico, latas e garrafas que serão ressignificados e reduzirão o impacto ambiental. Também será uma excelente oportunidade para que essas mães descubram habilidades e expressem as emoções, aumentem a autoestima e se abram a novas possibilidades", concluiu. 

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