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Hemopa expande coleta de sangue de cordão umbilical para o "Abelardo Santos"

Por Redação - Agência PA (SECOM)
03/05/2015 10h52

Nesta segunda-feira (4), a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) expande o serviço de coleta de sangue de cordão umbilical placentário com o início das atividades da nova unidade, no prédio provisório do Hospital “Abelardo Santos”, em Icoaraci. No dia 15, às 9h, está agendada palestra de sensibilização com o corpo clínico do hospital.

O Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Bscup), único na região Norte do país, já possui unidade de coleta em parceria com a maternidade da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA). Até o momento, o Bscup possui 691 unidades coletadas, sendo 410 liberadas para transplante de medula óssea. Em março do ano passado, houve compatibilidade de um doador paraense com um paciente do Paraná. A capacidade de armazenamento do bioarquivo do hemocentreo é de 3.600 amostras.

Ana Luiza Meireles, diretora Técnica do Hemopa, explica que cada nova unidade de sangue de cordão umbilical e placentário coletada se traduz em um potencial doador cadastrado no sistema Renacord passível de ser compatível para Transplante de Medula Óssea (TMO). “Como a compatibilidade é difícil de ser alcançada, quanto maior for o número de cadastros, maior as chances de se encontrar um produto compatível”.

A hematologista destaca que as doenças tratadas com TMO são os casos de leucemias, aplasia medular, alguns casos de Doença Falciforme, dentre outras.

De acordo com pesquisa realizada pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a chance de um brasileiro localizar doador em território nacional é 30 vezes maior em relação à possibilidade de encontrá-lo no exterior, por conta das características genéticas.

Os dados genéticos dos materiais coletados no Pará fazem parte da lista nacional da Rede BrasilCord, que foi criada pelo Ministério da Saúde (MS) em 2004, para ampliar esse serviço no país e aumentar as chances de quem precisa encontrar doador compatível. O Brasil também já envia amostras coletadas para muitos países da Europa e América do Norte.

Segundo o MS, em aproximadamente três anos toda a diversidade étnica brasileira deverá ser coberta com cerca de 20 mil amostras. Desse total, 70% serão coletadas nas regiões Sudeste e Sul. O Norte, Nordeste e Centro-Oeste contribuirão com os 30% restantes.

Além do Pará, único na região Norte do país, essa rede reúne 11 bancos públicos de sangue de cordão umbilical: quatro em São Paulo (dois na capital, um em Ribeirão Preto e outro em Campinas); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Florianópolis (SC); Porto Alegre (RS); Fortaleza (CE); Recife (PE); Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), que juntos possuem 15.345 unidades de sangue de cordão armazenados. Desse total, 164 já foram identificados e usados para transplantes.

O MS prevê, ainda, a criação de mais quatro bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, em Manaus (AM), São Luís (MA), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). Com a ampliação da Rede BrasilCord, as chances de transplante para pacientes que não possuem um doador aparentado aumentam consideravelmente, bem como o número de transplantes a serem realizados, salvando ainda mais vidas.

Quem pode participar do programa:
Gestantes com idade acima de 18 anos e que tenham, no mínimo, duas consultas pré-natais documentadas; idade gestacional igual ou superior a 35 semanas; bolsa rota (rompida) há menos de 18 horas; trabalho de parto sem anormalidades e ausência de processo infeccioso e/ou doença durante a gestação que possa interferir na vitalidade placentária.

Serviço:
O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, Batista Campos. Alô Hemopa: 0800-2808118. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. A coleta é realizada de segunda-feira a quinta-feira, das 7h às 17h, às sextas-feiras, das 7h às 12h.

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