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Capacitação volta atenções para diagnóstico eficiente da dengue e Chikungunya

Por Redação - Agência PA (SECOM)
27/04/2015 18h05

Será realizada nesta quinta-feira, 30, a capacitação para médicos e enfermeiros da Região Metropolitana de Belém (RMB) sobre o manejo clínico da dengue e da febre Chikungunya. A coordenação é da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que esperar orientar e aperfeiçoar os profissionais quanto ao protocolo das doenças e as medidas a serem adotadas para, entre outros resultados, evitar o agravamento da doença a partir de um diagnóstico precoce e eficiente.

A iniciativa faz parte das ações de prevenção e combate à dengue e ao mosquito transmissor da doença, que vêm sendo desenvolvidas em conjunto com os 144 municípios paraenses. O resultado reflete na redução do número de casos confirmados. Até o dia 15 de abril deste ano, 1.008 casos de dengue haviam sido confirmados em todo o Estado. Os números estão abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, quando 1.705 pessoas foram diagnosticadas com a doença. A redução equivale a uma queda de 40,87%.

Mesmo com números satisfatórios, a Sespa alerta para os riscos. As condições climáticas e ambientais favorecem a proliferação do vetor, o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre Chikungunya. Daí a importância do manejo clínico e da notificação imediata por parte das unidades de saúde públicas e privadas, principais fontes de detecção dos casos suspeitos de dengue e, também, fontes de dados para os serviços de vigilância.

Segundo o diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, é necessário a aplicação do protocolo de manejo clínico de forma rápida e adequada. Ele ressaltou a importância da atenção especial a idosos, gestantes, crianças e pessoas com morbidades, todas consideradas mais vulneráveis à  doença.

“A rápida coleta de informações nas unidades de saúde e a qualidade destes dados são essenciais para o desencadeamento oportuno de ações de controle e prevenção. Dessa forma, é fundamental a boa comunicação entre as equipes dessas unidades e a vigilância epidemiológica e entomológica. Vale lembrar que os pacientes precisam ser orientados pelos médicos sobre os sintomas e sinais de alerta”, destacou o diretor.

No momento, há registro de dois óbitos por dengue no Pará em 2015. Trata-se de uma criança de seis anos atendida numa unidade de saúde da rede privada. O segundo, confirmado na última quinta-feira, 23, refere-se a uma idosa que morava na Cidade Velha, em Belém.

Para a confirmação de óbitos é necessário a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) - que são preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue - para o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Vale lembrar que, desde o ano passado, o Ministério da Saúde adotou uma nova classificação para casos de dengue, proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS): dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave, em substituição à classificação anterior, que era de dengue clássica, dengue com complicações e dengue hemorrágica.

Na capital, por meio dos Departamentos de Controle de Doenças Transmissíveis por Vetores e de Endemias, a Sespa iniciou uma série de atividades que estão sendo realizadas juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). O intuito é evitar a proliferação do mosquito da dengue nas localidades onde há maior número de casos confirmados.

As ações se concentram nos bairros da Pedreira, Sacramenta, Guamá, Cidade Velha e Marco. Os agentes envolvidos nos trabalhos foram capacitados sobre o uso de “Dragnet” (Aerossysten) - inseticida de combate ao mosquito transmissor da dengue. Eles também receberam orientações teóricas e práticas para o aperfeiçoamento do controle vetorial.

O vírus da febre chikungunya, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, também está controlado e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Em 2015, dois casos importados da doença foram confirmados no Pará por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém. No ano passado 16 casos foram confirmados, todos em turistas oriundos da Guiana, Caribe e Oiapoque, que manifestaram sintomas durante passagem pela capital paraense e que evoluíram para a cura, mediante assistência da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) com apoio da Sespa.

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