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Emater incentiva artesanato como gerador de emprego e renda no meio rural

Por Redação - Agência PA (SECOM)
18/03/2015 15h17

Celebrada mundialmente neste 19 de março (quando também se comemora o Dia de São José), a figura do artesão está intimamente associada à preservação do meio ambiente. Esse é o mote trabalhado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) que utiliza o artesanato como estratégia para geração de emprego e renda sob o foco da sustentabilidade, e com isso contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

Segundo o coordenador técnico da Emater, Paulo Lobato, a utilização de produtos não madeireiros que a floresta disponibiliza é um fator positivo tanto sob o aspecto econômico quanto ambiental. “Ao coletar sementes, cascas, cipós e óleos, entre outros componentes, o artesão, não agride a natureza. Além disso, a atividade chega como um complemento da renda familiar ou mesmo como a renda principal, por isso mantemos um trabalho de capacitação contínua junto a esse público”, explica.  

Em Abaetetuba, na região tocantina, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) desenvolve junto aos agricultores um trabalho de conscientização da preservação dos buritizeiros, árvore da qual é extraído o miriti. Durante o manejo dos açaizais nativos, nos quais geralmente cresce o buritizeiro, vamos mostrando os cuidados com a palmeira e a necessidade da reprodução de forma ordenada. Entre os grandes símbolos do trabalho em miriti está a cobra-que-mexe.

Em Salinopolis, no nordeste paraense, mulheres das comunidades do bairro do Guarani II, Santa Rosa, Atlântico e Alto Pindorama aprendem a produzir peças artesanais por meio de capacitações ofertadas pelo escritório local da Emater, como forma de organização social para geração de renda alternativa junto a várias localidades do município. A iniciativa já beneficiou 50 famílias.

A empregada doméstica Ana Maria Magalhães, uma das participantes, já conta com essa renda extra a partir do artesanato. “Já fiz outros cursos de esqueletização de folhas, reciclagem de caixas e de aplique de tecidos, e com isso consegui um meio de reforçar o orçamento familiar”, afirma Ana Maria, que vende guardanapos, toalhas e arranjos de flores, que lhe garantem uma renda alternativa mensal que varia de R$ 600 a R$ 800. De acordo com a técnica social da Emater, Teodora Golenhesky, responsável pelo trabalho, o objetivo é a geração de renda extra para compor o orçamento dessas famílias, uma vez que durante os cursos ministrados, as mulheres produzem uma série de itens que podem ser comercializados com facilidade.

Em Salvaterra, na Ilha do Marajó, um projeto da Emater ajuda na preservação da cueira, árvore nativa e em abundância na região, que vem sendo utilizada na fabricação de artesanato. A cuia se transforma em bonecos, arranjos de parede e utensílios nas mãos de 16 mulheres atendidas diretamente pela Emater, por meio de chamada pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), residentes na Vila de Joanes e que integram a Associação Educativa Rural de Joanes (AERJ). A estimativa é de acréscimo de pelo menos 20% na renda familiar.

O artesanato produzido na AERJ, que também pode ser feito por encomenda e de forma personalizada, não só contribui com a renda das famílias, como não impõe nenhuma agressão ao meio ambiente. As artesãs utilizam também sementes para biojóias e ossos de peixes, da gurijuba e do bagre, para a fabricação de crucifixos. Tudo é coletado na natureza, contribuindo, portanto, com a preservação do meio ambiente.

Já na Região Metropolitana de Belém, artesãs da capital, Marituba e Benevides, participam de oficinas ministradas pela Emater. A artesã Silvane Ferreira transforma as sementes de açaí, jupati e jarina em colares, pulseiras, brincos e até enfeites de sandálias. A produção começou nas capacitações do órgão estadual, mas hoje ela já participa de muitos outros eventos do segmento. “As feiras na Emater sempre dão bons resultados. Já sou pequena empreendedora e tenho ultrapassado as minhas próprias metas”, diz.

“Além do trabalho de capacitação, a Emater oportuniza que a família produtora possa comercializar em eventos como a Feira da Agricultura Familiar (Agrifal) e a Feira do Artesanato Mundial (FAM), por exemplo, negociando diretamente com o consumidor ou com empresas interessadas. Com isso, acrescenta-se um valor agregado, já que o produto contribui para a renda de uma família e não causa prejuízo ao meio ambiente, características essas que tem apelo principalmente no mercado internacional”, ressalta Lobato.

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