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FORMAÇÃO

Uepa e Seduc investem em pós-graduação para a melhoria curricular

Por Redação - Agência PA (SECOM)
14/03/2015 14h56

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) está presente em 50 municípios paraenses, garantindo a oferta de cursos de gradução, pesquisa e pós-graduação e de extensão a mais de 15 mil acadêmicos em todo o território paraense. Desse total, quase 400 estão matriculados em um dos oito cursos de pós-graduação mantidos pela instituição e que se dividem em sete programas. A Uepa planeja aprovar, em até dois anos, mais um curso de mestrado e um de doutorado, e ainda em 2015 estabelecerá quatro convênios interinstitucionais para realização de cursos de doutorados, os chamados DINTERs.

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e pós-graduação, Douglas Rodrigues, o maior desafio é a criação de novos cursos. “A oferta só pode se dar a partir da demanda, e hoje precisamos induzir os docentes a nuclearem novos cursos. Atualmente, a Uepa consolida a vocação cientifica para as ciências da saúde, da educação, exatas e tecnologia. Estamos prevendo a criação de pelo menos mais um curso lato-sensu, a especialização, gratuito”, afirma.

O incentivo à pós-graduação garante o avanço de toda a comunidade acadêmica. “A universidade é um ambiente que exige atualização constante, e vejo isso pela minha própria trajetória. Concluí meu mestrado em Educação em 2007, integrei a primeira turma do curso na Uepa. À época foram mais de mil inscritos para apenas 15 vagas, pois poucas instituições ofereciam o mestrado no Estado. E o resultado foi muito bom, os professores tinham longa experiência na área e garantiram que avançássemos em nossa formação”, comenta a professora Josevet Miranda, que há 27 anos é servidora da Universidade.

Hoje, a Uepa conta com um corpo docente de 70 doutores e 20 pós-doutores atuando nos programas de pós-graduação. De um único curso, em 2003, a instituição passou a cinco, em 2011. Já no período de 2011 a 2014, foram incluídos mais dois, somando sete, todos com conceitos "bom" ou "muito bom", segundo os critérios da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). “Os novos cursos criados nos anos de 2012 e 2013 oferecem mestrado na modalidade profissional, que são o Ensino em Saúde na Amazônia e em Cirurgia Experimental, fundamentais para o fomento da produção técnico-científica da UEPA. Além desses, a universidade possui um doutorado de Biologia Parasitária na Amazônia, com dois alunos regularmente matriculados”, acrescenta o Douglas Rodrigues.

Formação Continuada

Para a Secretaria de Estado de Educação Pública (Seduc), induzir os docentes a se qualificarem é importante não apenas para o resultado final do trabalho por eles desenvolvido, mas sobretudo para a melhoria da qualidade do ensino no Pará. “O que sempre incentivou os professores foi a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, mas desde o final do ano passado criamos aqui o Centro de Formação de Profissionais de Educação Básica do Pará (Cefor), para estabelecer uma política de formação continuada e incentivar o docente a investir na melhoria curricular”, revela José Roberto da Silva, coordenador do Centro.

Atualmente, a Seduc mantém o procedimento padrão, que é lançar os editais de licença e aprimoramento e aguardar os interessados. “Temos percebido um aumento do número de professores que requerem esse aperfeiçoamento, mas agora queremos estabelecer um projeto pedagógico e para isso estamos reunindo com as coordenações para fazer esse levantamento. O ingresso em um mestrado ou doutorado parte, invariavelmente, do interesse do docente. Mas temos trabalhado no sentido de buscar elementos que os direcione no contexto que a rede necessita, especificamente na área de atuação desse profissional”, afirma.

"Com mais professores buscando a formação continuada, a rede toda ganha porque ele traz elementos qualitativos da sua atuação", acredita o professor Nielson Medeiros, que concluiu o mestrado no ano passado e deve iniciar o doutorado ainda em 2015. “A experiência adquirida dentro de um mestrado e doutorado é indiscutível e nos ajuda a criar e desenvolver projetos em sala de aula. Sou professor de Matemática e escolhi a área de Engenharia porque lá vou ver a Matemática aplicada e também aprender a passar para os meus alunos esse conhecimento na prática”, comenta.

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