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Defesa Civil monitora áreas de risco durante o inverno amazônico

Por Redação - Agência PA (SECOM)
23/02/2015 18h48

A região Norte vive neste período do ano o chamado “inverno amazônico”, que traz as chuvas e cheias nos principais rios do Pará. Na temporada das águas, várias regiões enfrentam problemas como inundações, enchentes e erosão. A Defesa Civil, órgão integrado ao Corpo de Bombeiros Militar, é responsável pelo atendimento aos locais que necessitam do primeiro auxílio em casos de situação de emergência. Já neste ano, receberam essa assistência os municípios de Rondon do Pará e Barcarena, ambos afetados por crateras causadas pela ação das águas.

Para elaborar o planejamento destas situações, a Defesa Civil recebe semanalmente as previsões meteorológicas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). A partir da análise destas informações, o comando localizado em Belém faz o comparativo com os anos anteriores para medir a possibilidade de riscos em cada área.

“A gente faz planos de contingência para este tipo de situação, com levantamentos comparativos de todas as regiões consideradas de risco, como Baixo Amazonas, sudeste, Marabá, região do Xingu e Altamira, entre outras. São regiões sobre as quais temos um olhar constante. Esses planos de contingência englobam todas as fases do trabalho, que são a prevenção, mitigação, preparação, resposta e reconstrução. O plano diz o que cada esfera, se município, Estado ou governo federal, deve fazer”, explica a major Alessandra Pinheiro.

A partir do momento em que a Defesa Civil tem a informação de que determinada área necessita de auxílio, toda a rede é acionada. Em Rondon do Pará, a chegada das equipes, no fim de janeiro, foi responsável pela organização do município para lidar com as dez crateras abertas na cidade, duas consideradas de maior risco, nas ruas Leandro e Bahia. Em 48 horas a equipe organizou uma sala de situação, fez o isolamento da área e garantiu a segurança das famílias que precisaram se mudar das áreas de risco.

“É importante que os municípios possam absorver a necessidade de ter as coordenadorias municipais da Defesa Civil. Quando acorre um desastre, a Defesa Civil do município deve acionar o Estado, que envia representantes ao local, assim como ocorreu em Rondon. Este processo pode ser agilizado quando temos representantes no local. Até hoje estamos com o monitoramento na região feito pelo Corpo de Bombeiros da regional da Defesa Civil de Marabá. Trocamos informações e agimos conforme a situação, inclusive com uma possível evacuação do local”, detalha a major Alessandra.

Em Barcarena, a Defesa Civil do Estado chegou à Praia do Caripi na sexta-feira (20), para auxiliar no isolamento e avaliação da extensa área de erosão que atingiu 80% da praia. A situação é resultado da ação prolongada da erosão fluvial dos últimos dois anos. Até o momento 38 imóveis mistos (residências com comércio) e 14 casas foram interditados ao longo da praia. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Barcarena está acampada no local.

Os municípios que ainda não dispõem de uma coordenadoria municipal podem entrar em contato com o Comando Geral do Corpo de Bombeiros para receber as orientações necessárias. “Os gestores municipais às vezes não se interessam em formar a coordenadoria por acharem que o município não precisa, já que não sofrem com enchentes ou queimadas, mas existem diversas situações em que podemos agir, e estamos aqui à disposição para orientá-los”, diz a militar.

Os gestores dos municípios que ainda não têm uma Coordenadoria Municipal da Defesa Civil podem entrar em contato pelo telefone (91) 4006-8387 ou pelo e-mail defesacivilpara@gmail.com.

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