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Governo começa a construir uma agenda social para o Pará

Por Redação - Agência PA (SECOM)
23/02/2015 13h19

Integrar as políticas sociais e construir uma agenda única para os próximos quatro anos, unificando as ações desenvolvidas por todos os órgãos estaduais que tem interface com a área social. Este é o objetivo de um workshop aberto manhã desta segunda-feira, 23, e que reúne diversos representantes da equipe do governo no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. A expectativa é que, ao final do dia, sejam apresentadas as propostas de trabalho e uma estratégia consolidada para melhorar os índices da qualidade de vida dos paraenses.

Em uma conversa franca com os gestores, logo na abertura do workshop, o governador Simão Jatene falou sobre os principais desafios que a equipe tem pela frente. “O que é fato é que, nessa caminhada global no decorrer das últimas décadas, e mais especificamente no nosso caso, aqui no Pará, os avanços são poucos. Eles existem, mas ainda não são satisfatórios para superarmos uma coisa que, na minha avaliação, é fundamental para nos aproximarmos cada vez mais da sociedade que queremos, que é a redução da pobreza e da desigualdade”, avaliou.

Para Jatene, além de estreitar o diálogo e manter o vínculo operacional entre as equipes, é preciso encontrar novas soluções para vencer o que na avaliação do governador são dificuldades já enraizadas na máquina pública: a constante falta de recursos para realizar os investimentos necessários em cada área, muitas vezes agravada pela má utilização desse dinheiro. “Nosso orçamento per capita dá R$ 200 por pessoa – sempre faço questão de dizer isso. E é claro que isso é insuficiente, que não dá para fazer tudo, mas não tenho dúvidas que podemos usá-lo de uma forma melhor”, disse.

O governador acrescentou que o caminho para otimizar o uso dos recursos passa por uma melhor noção de como eles podem ser alocados, sobretudo em ações que possam interferir diretamente na mudança dos índices sociais. “Qualquer que seja o projeto, temos que tentar imaginar qual é o impacto dele diante desses índices, pensar em como podemos melhorar esse projeto, de forma que ele não agrida esses indicadores, mas, potencialize os avanços sociais. A sociedade espera isso do governo e precisa de respostas concretas nesse sentido”, observou.

Índice - A principal ferramenta que deverá subsidiar as equipes na construção das propostas que serão reunidas ao fim do dia foi apresentada pelo pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Trata-se do Índice de Progresso Social (IPS), uma espécie de indicador mais sofisticado para mensurar a qualidade vida nos municípios da Amazônia Legal. A base para o índice é a metodologia criada por pesquisadores da Universidade norte-americana de Harvard e de outras instituições de ensino e pesquisa, que devem apresentar um relatório global em abril.

No Pará, o relatório deverá ser lançado apenas em agosto. Contudo, Veríssimo adiantou aos gestores os principais resultados obtidos na pesquisa, que apontou que o IPS médio da Amazônia (57,31) é inferior à média nacional (67,73). Comparada com o restante do Brasil, a região apresenta resultados inferiores para todas as dimensões e quase todos os componentes do IPS. Em um ranking de 133 países, o Brasil ocupa a 46º posição. A Amazônia, se comparada de forma independente, com o status de um país diante da pesquisa, ocuparia o 94º lugar do ranking.   

Evento - Pela parte da tarde será realizada uma oficina entre os gestores e as equipes técnicas dos órgãos para que seja construída uma agenda de trabalho. Ao final dia, deverá ser apresentada uma minuta da ideia ao governador, já unificando as ações e otimizando recursos e esforços das equipes. Ruy Martini, diretor geral da Escola de Governança, que promove o evento, destacou que o momento é de troca de experiências. “A ideia é que cada órgão entenda esse trabalho como um todo para que possamos construímos uma agenda mais produtiva”, destacou.

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