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NOVO GOVERNO

Simão Jatene fala à imprensa sobre as perspectivas do novo governo

Por Redação - Agência PA (SECOM)
01/01/2015 17h42

O governador Simão Jatene concedeu uma entrevista coletiva após a cerimônia de posse ocorrida na manhã desta terça-feira (1º), no Palácio Lauro Sodré. Na ocasião, o governador, eleito para o seu terceiro mandato, falou, entre outros assuntos, sobre as perspectivas de atuação do novo governo e as mudanças necessárias para melhorar a prestação de serviços públicos. A seguir, a íntegra da entrevista.

Como o senhor pretende melhorar a qualidade de vida da população?

Simão Jatene: Nós temos dois desafios. Como é que nós aumentaremos a quantidade de recursos para investir, e a segunda é como a gente melhora a qualidade destes investimentos. É claro que a primeira é profundamente influenciada pela crise. O país está vivendo um momento difícil, e todo mundo sabe disso. É claro que isso certamente influencia na disponibilidade de recursos para investir. Mas melhorar a qualidade do gasto público é uma coisa que está em nossas mãos, ou seja, de cada servidor público, do governador, do vice-governador, dos deputados, dos juízes, enfim de toda a sociedade. Eu tenho a absoluta certeza de que isso é possível. Se algo é público, primeiro é porque ele é financiando com o dinheiro de todos, é público porque todos têm o direito de usar. Mas é público também porque todos têm o dever de cuidar. Se nós praticarmos isso, certamente nós vamos melhorar a qualidade do serviço público.

Sobre o papel da imprensa.

SM: Na hora em que a imprensa trabalha com a informação correta, quando trabalha no sentido de esclarecer a sociedade, de participar da construção de uma sociedade melhor, e não da destruição, então ela dá uma contribuição muita grande para esta sociedade, que eu sei que é desejo de todas as mulheres e todos os homens de bem.

O que o povo do Pará pode esperar para este novo governo?

SM: Alguém me perguntou recentemente o que mudava do Jatene do primeiro mandato para cá. Eu acho que muda muita coisa, mas tem uma coisa que não muda: a minha crença de que podemos ter uma sociedade melhor, e eu acho que isso é o mais importante. Não é simplesmente o que muda. É o que não muda. Essa vontade de fazer mais, que é possível reaproximar a ética da política. A sociedade brasileira não mais aguenta isso. Eu tenho dito que ética e política nunca foram irmãs siamesas, mas também não precisam ser inimigas mortais. Então, nós precisamos ver essa reaproximação, e isso é um dever de todos. Outra coisa que eu acho importante é a reaproximação entre direitos e deveres.

Nós estamos vivendo numa sociedade em que, aparentemente, todo mundo só tem direitos e ninguém tem dever. E não entende que cada direito corresponde a um dever. Se nós tivermos essa paciência, isso sem dúvida melhora muito para todo mundo, para o cidadão que estaciona em lugar proibido, para aquele que quebra um bem público porque acha que não tem dono, para os políticos quando desviam aplicação de recursos. É esse desafio civilizatório que nós precisamos ter a coragem de enfrentar. Isso não é tarefa para um homem só ou para um governo sozinho. A nossa gente deu uma demonstração enorme nessa eleição de disposição de mudar, e mudar não é simplesmente essa história de colocar o mais novo; é mudar a forma de viver, mudar a forma de fazer política. E eu quero dizer claramente: este é o nosso desejo e, mais do que isso, essa é a nossa convicção.

Sobre o Pacto Federativo.

SM: Nós sempre falamos muito sobre o Pacto Federativo porque a gente sofre muito com isso na carne. O que acontece é que os estados brasileiros, de um modo geral, nesse momento estão pagando um preço muito alto. E os municípios, então, nem se fala mais. A grande maioria dos estados teve uma grande dificuldade para fechar as suas contas. Nós fecharemos as nossas contas de forma direita e obedecendo a todas as normas fiscais. Mas certamente alguns estados não o farão. E isso nos mexe e nos une no sentido de aumentar a capacidade de luta, para que se reveja o Pacto Federativo.

Sobre erros e acertos.

SM: Eu, como todo ser humano, acerto, erro, mas procuro sempre não repetir erros. Eu posso até errar de novo, mas vou errar de forma diferente. Errar nas mesmas coisas com certeza é uma prova de desinteligência, e eu tento não sê-lo. Então, podem ter certeza de que ainda existem muitas coisas boas que a gente vai fazer neste governo.

Sobre as mudanças recentes no governo.

SM: Eu acredito que a equipe de governo está mais homogênea, está mais uniforme, e isso melhora a questão da prestação de serviço. Acho que essa é uma questão central. Nós temos que concluir os investimentos que estão em andamento. Isso é uma prioridade, porque obra que demora muito termina com o custo aumentado. Além disso, é preciso melhorar o atendimento, a qualidade. Eu acredito que não custa nada você chegar num órgão publico e ser bem atendido. É essa consequência que precisamos ter. Isso não agrega nenhuma despesa adicional com um bom dia, boa tarde, eu posso ajudar? Quanto custa isso? Eu acho que a nossa sociedade anda muito carente e consciente de que isso é necessário e possível.

Como o parlamento influencia nessas mudanças?

SM: O parlamento é muito importante em qualquer nível de governo. Recentemente, o parlamento aprovou um conjunto de projetos extremamente importantes. Um deles foi a questão da taxa hídrica, mais que é mais um daqueles exemplos que nós estávamos discutindo: mecanismos de controle de gestão do estado. O outro foi a reforma que racionaliza um pouco a administração, ajudando a ter maior eficiência.

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